SAMPAIO – 200 ANOS: CORAGEM E DETERMINAÇÃO

20 junho 2010

Dobrado em homenagem a Sampaio

      A fim de contribuir para a elevação do nome do Brigadeiro Antônio de Sampaio,Patrono da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro, no ano do Bicentenário de seu Nascimento, este ano, a secretaria geral do exército lançou um concurso para a escolha de um dobrado que se chamaria “Brigadeiro Sampaio” ou “o couraçado”.
      A comissão Julgadora, nomeada de acordo com a Portaria do Comandante do Exército nº 452, de 15 de julho de 2009, que aprova a Diretriz para as Comemorações do Bicentenário de Nascimento do Brigadeiro Antônio de Sampaio, concluiu que, dentre os trabalhos apresentados, o dobrado de autoria do Subtenente Músico EDMAEL TAVARES SANTOS, do 28º Batalhão de Caçadores(Aracaju), será o denominado de “Brigadeiro Sampaio” por ter obtido a maior pontuação no referido concurso. O autor, ainda, fará jus à premiação descrita na Portaria nº 300-SGEx, de 26 de agosto de 2009, publicada no Boletim do Exército nº 34, de 28 de agosto de 2009.
(Transcrita do Boletim do Exército Nr 16 de 23 de abril de 2010).
      Pois fique sabendo, também, que a música que, provavelmente, ouves no exato momento, que escolhemos para fundo do nosso blog é o dobrado escolhido. Acesse abaixo links do edital e boletim publicados pela secretária do exército regulando o seu concurso e divulgando seu resultado respectivamente.



Fontes:

19 junho 2010

Guerra da Tríplice Aliança

      A Guerra da Tríplice foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América O correu de dezembro de 1864 a março de 1870. O Brasil, a Argentina e o Uruguai derrotaram o Paraguai após cinco anos de lutas. Ao todo s o Brasil enviou 180 mil homens em guerra. Mais de 30 mil morreram. Da parte do Paraguai calcula-se que 300 mil pessoas morreram em decorrência dos combates, das epidemias que se alastraram durante a guerra e da fome. O Paraguai, antes da guerra, atravessava uma fase de prosperidade econômica. A derrota marcou uma reviravolta decisiva na história do país, desde então um dos menos desenvolvidos da América do Sul.
     Antônio de Sampaio participou desta guerra à frente da 3ª Divisão do Exército Imperial, também conhecida como “ A Encouraçada” , pela dureza demonstrada em todos os combates que se via envolvida. Ele lutou nas operações de transposição do rio Paraná, na Batalha da Confluência e na Batalha de Estero Bellaco. Destacou-se a batalha  de Tuiuti, em 24 de maio de 1866.    
     Em Tuiuti a Divisão Encouraçada agüentou a principal carga de cavalaria e infantaria que os paraguaios fizeram. Mortos e feridos de cada lado iam manchando de sangue o campo de batalha até que o grosso da investida paraguaia voltou-se para o 4ª Batalhão de Voluntários da Pátria, Batalhão este formado em Pernambuco, em 1839, com o nome de 4º Batalhão de Fuzileiros. Sampaio vendo o perigo, infiltrou-se nos pelotões do 4º Batalhão e passou a incentivar os Voluntários da Pátria a reagir e não esmorecer. Foi então que foi atingido pela primeira vez. Porém, continuou lutando e incentivando os companheiros, mesmo ferido. Sua montaria é atingida e o Brigadeiro cai. Ele levanta mais uma vez e anima os camaradas. O combate esquenta e Sampaio recebe mais dois tiros, um deles, rasgando-lhe o peito. Esvaindo-se em sangue Sampaio é retirado da batalha, não sem antes ver o recuo dos paraguaios, pré-anunciando a vitória brasileira que já se delineava.


Curiosidades sobre a batalha de Tuiuti:


Terreno: matoso, encharcado, área fora dos banhados, quase plano, sem compartiemntos notáveis. Ao norte e oeste matoso. à leste palmeiral. Espaço de 4Km de fundo por 6 Km de frente.


Efetivos paraguaios: 24.230 homens; 3 peças de artilharia; 1 peça com Resquin


Aliados: 33570 homens; 87 canhões


Chefes paraguaios: Brrios, Diaz, Marcó e Resquin


Chefes Aliados Brasileiros: Osório e Sampaio


Chefes Argentinos: Bartolomé Mitre;


Chefes Orientais: Flores
    
Perdas Paraguaias: 12000 homens, 4 canhões, 3 bandeiras, 4 estandartes, 5000 cavalerianos


Perdas Aliados: 3.913 mortes; 2 estandartes argentinos; 1 bandeira oriental


Duração: 11:30/17:00 de 24 de maio de 1866

      Foi internado no Hospital de Corriente onde resistiu por mais de um mês. Sua situação agravou-se.O próprio Brigadeiro pede aos médicos para ser transferido para o hospital brasileiro que havia em Buenos Aires. Embarcou, então, do porto fluvial de Corriente para seu Buenos Aires. Porém , quando estava já chegando em Buenos Aires, Sampaio não resistiu mais e faleceu a bordo do navio-hospital Eponina, em 06/07/1866.
     Foi sepultado em Buenos Aires em 8 de julho de 1866. Em 1869 seus restos mortais foram trazidos para o Rio de Janiro, sendo depositados na Igreja do Bom Jesus da Coluna, no Asilo dos Inválidos da Pátria. Em 14 de novembro de 1871 eles foram novamente trasladados, desta vez para sua terra natal, o Ceará sendo depositados na atual Catedral de Fortaleza. Mais tarde foram sepultados no Cemitério de São João Batista. Em 24 de maio de 1966, por ocasião do Centenário de sua morte e da Batalha de Tuiuti, seus restos mortais são removidos para um mausoléu na Avenida Bezerra de Menezes, em Fortaleza, onde permaneceram até 24 de maio de 1996, ocasião em que os seus restos mortais passaram a repousar em definitivo no Panteão Brigadeiro Sampaio, erguido na parte frontal da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, sede do Quartel-General da 10ª Região Militar.


Bibliografia:
www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php;
- www.suapesquisa.com/historia/guerradoparaguai;
- pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_de_Sampaio.

Por Manoela Astolfi



A Guerra contra Aguirre

      A Guerra contra Aguirre foi um conflito ocorrido em 1864 entre o Brasil e o Uruguai.
     Antes dessa época o Uruguai estava passando por um momento de grande alvoroço. Existia uma rixa contra os fazendeiros brasileiros, que recuperaram poder de terras que estavam invadidas, e muitos brasileiros que moravam no Uruguai eram vítimas de perseguições e desrespeito.
     O conflito se iniciou quando Aguirre, governante do Uruguai e líder do Partido Blanco, organizou várias invasões contra o território gaúcho que estava cheio de fazendeiros criadores de gado.
     Diante deste fato, o governo brasileiro buscou intrometer-se na política uruguaia contra Aguirre a fim de proteger o território gaúcho. O exército brasileiro, em face da invasão do Uruguai, invadiu seu território em março de 1864 e conquistou vários territórios como Unión e Paysandú marchando para Montevidéu, capital do Uruguai. Diante das conquistas brasileiras, Aguirre queimou os tratados entre os dois países e declarou maior invasão ao território brasileiro.
     No início das invasões uruguaianas, o exército brasileiro reagiu expelindo-os rapidamente e exonerando definitivamente Aguirre do governo do Uruguai. Em 15 de fevereiro de 1865, foi estabelecido um Governo Provisório sob o comando de Venâncio Flores, do Partido Colorado, que apoiado pelo Brasil declarou canceladas as invasões declaradas contra o território brasileiro e ainda saudou a bandeira do Brasil com 21 disparos. Em 20 de fevereiro de 1865, foi assinada a Convenção de Paz entre Brasil e Uruguai.
     Venâncio Flores, governante do Uruguai, comandou o país até 1868. Após apoiar o Brasil e a Argentina na Guerra do Paraguai convocou eleições e renunciou seu cargo quatro dias antes de ser assassinado durante um levante do Partido Blanco de Aguirre.

Fontes:
- www.colegioweb.com.br/historia/guerra-contra-aguirre;
- www.guerras.brasilescola.com/seculo-xvi-xix/guerra-contra-aguirre.htm;
- Poster sobre o assunto no Museu do Exército.

Por Sanmartin

13 junho 2010

Revolta da Praieira

Temos aqui mais uma revolução da qual Sampaio participou.

      A Revolução Praieira foi a última reação à consolidação de uma monarquia favorável á aristocracia rural escravista. Em Pernambuco, a família dos Cavalcanti era a grande produtora de cana, e fazia parte da política nos dois ramos, o Conservador e o Liberal, sendo, assim, “organizadora” da vida pública. Os liberais e democratas que estavam sendo controlados pela família Cavalcanti resolveu fundar o Partido da Praia, em 1842. O Partido da Praia não era somente contra o domínio sobre a política, mas também sobre o comércio, monopolizado por portugueses, que não ofereciam trabalho aos brasileiros. O objetivo inicial do Partido era combater os latifundiários, mas com a ajuda do povo, o combate virou uma revolta. Os principais líderes da Revolução praieira foram: Borges da Fonseca, Abreu e Lima, Inácio Bento de Loiola, Nunes Machado e Pedro Ivo.





Com a nomeação de um partido conservador para Pernambuco, após a queda do ministério liberal, os Praieiros divulgaram o Manifesto ao Mundo, baseado em idéias de socialismo utópico, no qual reivindicavam:
- voto livre e universal
- liberdade de imprensa
- autonomia dos poderes
- nacionalização do comercio varejista
- liberdade de trabalho
- federalismo
- extinção do poder Moderador e do senado vitalício

      A Revolução começou em Olinda, se alastrou pela Zona da Mata e “pretendia” invadir Recife, sob comando de Nunes Machado, mas ele foi morto quando tentaram tomar Recife de assalto. Borges da Fonseca, após derrota em Recife, foi para o interior, onde continuou a luta. Em 1850, Pedro Ivo foi preso, já que continuara tentando investir contra o sul de Recife com o apoio de populares. Pedro Ivo foi transferido para o Rio de Janeiro, e contou com o apoio de muitos intelectuais e do povo. Logo depois o Praieiro fugiu da prisão, mas morreu indo à Europa vítima de tuberculose. Apesar de ter sido uma revolta fácil de apaziguar, significou a luta pelos interesses populares no Império. E depois dela, o Brasil assistiu à aristocracia rural e escravista no poder.

Fontes:
- Historia do Brasil Império e República - Bibliex.
- Historia do Brasil - Luis Costa e Leonel Mello
- Historia do Brasil - Koshiba

Por Victória Jalowitzki

12 junho 2010

A Guerra dos Farrapos (1835-1845)

      A Revolução Farroupilha foi um movimento separatista liderado pelos criadores de gado das fronteiras com o Uruguai. Aconteceu no atual Rio Grande do Sul. 
      A região Platina, de início, era ignorada tanto pelos espanhóis quanto pelos portugueses, mas tornou-se uma atração graças ao porto de Buenos Aires, pelo qual escoava a prata peruana. Apesar do esforço espanhol para frear esse comércio ilícito, muitos contrabandistas chegavam à região. A Coroa portuguesa fundou, porém, na margem oposta do Rio da Prata (de frente para Buenos Aires) uma colônia - a Colônia de Sacramento. Essa fundação levou a uma rivalidade luso-espanhola ainda maior, que tornou-se realmente sangrenta.
      Em 1626, jesuítas espanhóis chegaram ao Rio Grande do Sul para trabalhar em obra missionária junto aos indígenas; mas bandeirantes paulistas atacaram, afim de vender os indígenas como escravos na Bahia e expulsar os missionários. Quando os jesuítas abandonaram a região, os seus gados ficaram para trás, e foram se multiplicando. Depois, esse grande rebanho tornou-se atrativo, já que representava uma base econômica forte, fazendo com que paulistas e jesuítas voltassem à região, que foi disputada por índios Guarani, colonos espanhóis da Argentina e luso-brasileiros.
       A ocupação da terras crescia e estâncias iam sendo criadas para abrigar todos os estancieiros, a maioria luso-brasileiros. O interesse de preadores (que lutavam com arma pelos rebanhos) era só pelo couro dos animais, a carne não era aproveitada, isso fez com que o rebanho diminuísse e os preadores se estabelecessem na região.
       A Coroa portuguesa queria garantir a posse e a ocupação de Vacaria, então distribuiu sesmarias aos espanhóis e estimulou a criação de estâncias. Mas uma vez com a posse da terra, os espanhóis defendiam os seus próprios interesses, que rapidamente entraram em conflito com os interesses da Coroa. No final do século XVIII, a economia foi solidificada com base no charque. No Rio Grande do Sul, os produtores de charque e os estancieiros eram dependentes do setor agroexportador do nordeste, pois era para lá que grande parte da carne ia, e os charqueadores e estancieiros não recebiam nenhuma vantagem. Na região platina, os charquedores eram mais independentes e beneficiados com a isenção de impostos para a importação de sal e exportação de charque. Com a luta pela independência do domínio espanhol, a economia platina e toda a sua organização entrou em crise. Então, a Coroa decidiu incorporar o Uruguai ao Brasil com o nome de Província Cisplatina. Depois da Guerra Cisplatina (1825-1828) , quando a Uruguai se tornou independente, o charque comercializado no mercado interno foi taxado com preço elevado o que facilitou a concorrência do charque platino, que tinha baixas taxas alfandegárias. A economia Rio Grandense tornou a sociedade frágil aos interesses republicanos e federalistas. Em 1834, aconteceu a Assembléia Legislativa Provincial, na qual a maioria dos deputados eram farroupilhas. Os deputados estavam querendo diminuir as altas taxas, não cumprir algumas regras do poder central, e ir contra ao presidente da Província, Antônio Braga, tido como inimigo dos estancieiros. Os conflitos idealistas entre a Assembléia e o Poder Central desencadeou um confronto armado, em 20 de setembro de 1835. Os rebeldes, liderados por Bento Gonçalvez, proclamaram a República Rio-grandense ou República do Piratini.  O presidente foi Bento Gonçalvez, até ser capturado e levado à Bahia. Fugiu em 1837 e uniu as forças forças às do rebelde Garibaldi. Em 1839, Garibaldi e Canabarro foram à Santa Catarina e proclamaram a República Juliana. Esse momento foi ao mesmo tempo o mais alto e o declínio da Revolução Farroupilha, pois apesar de terem conseguido proclamar a independência, o movimento não tinha uma base social muito grande e nem totalmente convicta, e os charqueadores tinham o nordeste como o principal ponto de comércio de charque. Se a separação acontecesse, eles não iriam ter o maior importador de seus produtos. Em 1840, D. Pedro II ofereceu anistia aos revoltosos a fim de conseguir a pacificação, mas os farrapos insistiam na luta. Barão de Caxias (o futuro duque) foi designado chefe, e tomou iniciativas eficientes e radicais para acabar com a revolta. Quando Canabarro e Caxias entraram em acordo, a Revolução havia chegado ao seu fim, e os farroupilhas foram recompensados por vários fatores:


 - Anistia geral aos evoltos;
 - Incorporação dos soldados e oficiais ao Exército imperial em igual posto, exceto os generais;                  
 - Devolução das terras que haviam sido confiscadas pelo governo;
 - Diminuição das taxas                      alfandegárias.                                                                                                                  




                                                   
Bibliografia:
- Historia do Brasil Império e República - Bibliex.
- Historia do Brasil - Luis Costa e Leonel Mello
- Historia do Brasil - Koshiba
pt.wikipedia.com


Por Victória Jalowitzki

11 junho 2010

A Cabanagem (1835-1840)


      Durante o período em que o Brasil era dependente de Portugal, a elite paraense adquiriu regalias. Então, quando foi proclamada a Independência, os paraenses lutaram ao lado dos portugueses contra o Governo Central, para que não perdessem os privilégios. Em 1833, o Governo Central nomeou Bernardo Lobo e Souza como presidente da Província, este usou sua autoridade e contrariou a população paraense. Depois de um período de agitações, Lobo e Souza e o comandante das Armas foram assassinados. O poder foi, então, passado para o cabano Félix Antônio Clemente Malcher. A Cabanagem se tornou mais ameaçadora quando líderes populares foram para o interior conquistar pessoas pobres (os cabanos) para apoiarem o movimento. Francisco Pedro Vinagre, outro líder cabano, acusou Malcher de ser fiel ao Império. Tal acusação causou o assassinato de Malcher. Vinagre assumiu o poder e criou uma república que se separou do Império até 1840. Para que a revolta tivesse fim, grandes proprietários da região ajudaram as tropas imperiais. A Cabanagem refletiu a revolta da população local quanto a nomeação dospresedentes das províncias, feita pelos governos regenciais.

Bibliografia:

- pt.wikipedia.com;
- História do Brasil Império e República - Bibliex;
- História do Brasil - Luis Costa e Leonel Mello;
- História do Brasil - Koshiba.


Por Victória Jalowitzki.

10 junho 2010

Situando-se na história

      Brigadeiro Sampaio (1810-66) viveu em época de grandes transformações. Durante os cinqüenta e seis anos (56) da vida de Sampaio, o Brasil passou por quatro grandes períodos: O período Joanino e a Independência do Brasil; o Primeiro Reinado (1822-31); a Regência (1831-40) e o Segundo Reinado. A atuação de Sampaio foi destacada em conflitos que visavam a integridade territorial brasileira. Entretanto, para entender essa atuação, precisamos antes de mais nada saber os antecedentes que levaram à tais revoltas.
      Todos os acontecimentos históricos podem ser relacionados com um anterior numa linha do tempo. E esses fatos geralmente acontecem gradualmente, quando se sucedem num ritmo acelerado as mudanças históricas serão bruscas, e corresponderão às revoluções históricas. O período que vai de 1789 até 1848d.C é exemplo de uma época de acontecimentos rápidos. A Revolução Francesa que começou em 1789 foi a pioneira de uma reação em cadeia que convulsionou a Europa e a América Latina. Além disso, a Independência e a Constituição norte-americanas representavam a força das idéias Iluministas. Na Inglaterra, a Revolução Industrial queria cada vez mais espaço por volta de 1780. No Brasil, a Inconfidência Mineira (1789) foi parte dessa "cadeia", e os seus participantes se identificavam com os revolucionários dos Estados Unidos. A sociedade aristocrártica foi substituida pela burguesa, o absolutismo deu lugar às monarquias constitucionais ou à República, na América, o sistema colonial foi enfraquecido e a Revolução Industrial Inglesa mudava toda a economia.
      A independência do Brasil, em 1822, não restringiu-se ao dia 7 de setembro, foi uma conseqüência de um processo histórico, cujas bases estão nas tentativas de emancipação política do século XVIII, na abertura dos portos e na condição do Brasil como Reino Unido a Portugal e Algarves. O 7 de setembro é a formalização do anseio brasileiro de conseguir a separação de Portugal, mas a consolidação da independência só ocorre com a abdicação de D.Pedro I, em 1831.
Durante o Primeiro Reinado (1822-31) os portugueses continuaram tendo controle sobre decisões políticas brasileiras, apoiados no Imperador. Mas essa situação já não era mais tolerável, e o Brasil deveria voltar para o colonialismo ou se tornar realmente independente. A revolta de 7 de abril rendeu ao Brasil uma independência definitiva. Como explica o historiador Caio Prado Júnior, "de um lado estavam as classes abastadas, principalmente os grandes proprietários rurais, que conduzem a oposição a D.Pedro I e encaminham a revolta de abril: de outro, as classes populares, de que as primeiras se servem para realização de seus fins e que - são elas principalmente que o fazem - saem às ruas a 7 de abril para deporem o imperador.".

      O Segundo Reinado começou em 1831 com as regências, pois D. Pedro de Alcantra tinha apenas cinco anos e por isso foi impedido de assumir o trono. Durante as regências houve fortes disputas político-partidárias e rebeliões de caráter social que colocaram em risco a unidade nacional. Esse período também foi marcado pelo surgimento de tendências e partidos políticos denominados restauradores, liberais exaltados e liberais moderados. A sociedade da época era feita pela aristocracia rural (a mais importante e a de menor número), reduzida classe média e pelos escravos (metade da população). No Brasil, a produção de algodão e de açúcar decaíram e a produção industrial era rara. A economia era agrária voltada para a exportação, e a principal semente cultivada era o café. Nosso país não era muito bem visto pelos estrangeiros pois o Império sofria várias crises políticas, revoltas e a situação da economia ainda era delicada. Por causa dessa falta de credibilidade, a diplomacia brasileira enfrentou dificuldades, e a política ezterna enfraqueceu.
      O Brasil só seria mesmo independente se fosse um Estado organizado e se tivesse uma hierarquia social definida. Os grandes proprietários rurais exigiam autonomia político-administrativa. As camadas livres que não tinham posses se interessavam em fazer rebeliões, pois esse era o único jeito de mudarem o quadro social. Mas o objetivo da massa variava, em alguns lugares queriam autonomia provincial, em outros, o regime republicano. Assim, em vários pontos do país ocorreram movimentos rebeldes. Sampaio participou ativamente de muitos deles, lutando para que o Império não perdesse terras.

Revoltas das quais Sampai participou:
- Cabanagem, na então Província do Pará, em 1835;
- Balaiada, na então Província do Maranhão, de 1839 a 1841;
- Guerra dos Farrapos, na então Província do Rio Grande do Sul, entre 1844 e 1845;
- Revolta Praieira, na então Província de Pernambuco, de 1848 a 1850;
- Guerra contra Oribe e Rosas, no Uruguai, em 1851, tendo se destacado, nesse conflito, na Batalha de Monte Caseros, na Argentina, em 1852;
- Guerra contra Aguirre, tendo se destacado na Tomada de Paysandú, no Uruguai, em 1864, e no cerco e conquista de Montevidéu (1864)
- Guerra da Tríplice Aliança, no Paraguai, em 1866.

Fontes:


pt.wikipedia.com
- Historia do Brasil Império e República - Bibliex.
- Historia do Brasil - Luis Costa e Leonel Mello
- Historia do Brasil - Koshiba

Por Victória Jalowitzki

03 junho 2010

História da Infantaria



      Já que o nosso blog destina-se a exaltar a pesonalidade de Antônio de Sampaio temos aqui uma breve explicação sobre a história da Infantaria, arma da qual o brigadeiro é patrono.


     A infantaria, desde a antiguidade, sempre fora a principal força de combate de um exército, originando-se dos gregos e romanos, que lutavam em grupos compactos, armados de espadas e lanças e protegidos por couraças e elmos metálicos.
   Com o surgimento das armas de fogo ao final da Idade Média, a infantaria passou a ser empregada em linhas. Como as armas da época, os mosquetes e arcabuzes, tinham uma cadência de tiros muito lenta, os atiradores eram completados por outras tropas armadas com armas brancas, longas lanças, chamadas piques. Com o passar do tempo as armas de fogo foram sendo aperfeiçoadas e os piqueiros foram desaparecendo gradualmente, sendo substituídos pelas baionetas.
     A evolução e o aumento da capacidade das armas de fogo fizeram com que a infantaria deixasse de ser empregada em linhas de atiradores. O desenvolvimento da artilharia, no século XIX, quando as armas passaram a ter mais alcance e maior número de disparos por minuto, também contribuiu para que o emprego da infantaria fosse alterado.
     Na Guerra de Secessão, Guerra do Paraguai e na Guerra Franco-Prussiana, os infantes começaram a atuar somente em linhas e a cavar trincheiras para a proteção, por isso a Primeira Guerra Mundial ficou conhecida como a "Guerra das Trincheiras".
    Durante a Segunda Guerra Mundial, os infantes passaram a ser transportados por veículos, originando a infantaria motorizada, ou mecanizada.

CURIOSIDADE:

Uniformes



     No tempo das guerras de Napoleão Bonaparte (1769-1821), os soldados possuíam uniformes coloridos e vistosos, como as roupas dos nobres da época, para se distinguirem do inimigo na confusão do campo de batalha. Com o passar do tempo e a evolução das armar e das técnicas de guerra, os uniformes passaram a ser de cores que os confundissem com o ambiente a sua volta, o que ficou conhecido como uniforme camuflado.





Fontes:
-Enciclopédia Barsa;

02 junho 2010

Breve biografia

      Antônio de Sampaio  nasceu em 24 de maio de 1810 de origem humilde, filho do ferreiro Antônio Ferreira de Sampaio e de D. Antônia Xavier de Araújo, sendo criado na vida simples e dura do sertão, na cidade de Tamboril, Estado do Ceará.
      Com muita coragem, garra e determinação, ele conseguiu seu diploma e, aos 20 anos, entrou para o Exército Brasileiro.
      A primeira guerra de que participou foi em 1832, nas ruas da cidade de Icó, no Ceará e, é claro, saiu vitorioso, o que o fez participar de tantas outras batalhas. Participou, ainda, de várias guerras que impediam a união do Brasil, como a Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, da Cabanagem, no Pará, a Balaiada, no Maranhão e a Guerra de Praieira, em Pernambuco. Tendo sido vitorioso em todas elas.
      Depois dessas guerras, ele seguiu com sua vida e, em 1849, o então Capitão Sampaio casou-se com Júlia dos Santos; união da qual, mais tarde, nasceram quatro filhos.
      Sampaio continuou sua carreira militar até que, em 1861, foi promovido a Coronel. Com a promoção, foi combater na Campanha do Uruguai. Após essa guerra, devido a sua conduta exemplar, foi promovido a Brigadeiro. Mais tarde, Sampaio assumiu o comando da 3ª Divisão de Infantaria, a Divisão Encouraçada. E então partiu para a maior guerra já ocorrida na América do Sul: a Guerra da Tríplice Aliança.
      Durante um ataque, Sampaio, que sempre estava a frente de seus soldados, dando-lhes o exemplo e encorajando-os, foi ferido e mostrando superação, patriotismo e bravura, enviou uma mensagem ao seu comandante:  
"Diga ao General que estou cumprindo meu dever, mas como já recebi dois ferimentos e estou perdendo muito sangue, seria conveniente que me mandasse substituir."
      Mal tinha terminado de escrever essa carta, fora atingido novamente, totalizando três ferimentos, sendo que após o último foi internado em estado grave, vindo a falecer a bordo do navio Eponina. E no dia 24 de maio, data do seu aniversário, recebeu o mais honroso dos títulos - o de herói! E por decreto do Presidente, o Brigadeiro Sampaio foi escolhido, em 1962, para Patrono da Arma de Infantaria.
      Hoje seus restos mortais repousam em um mausoléu erguido no Quartel General da 10ª Região Militar em Fortaleza, no Ceará.



Fontes: 

-Enciclopédia Barsa;


Por Sanmartin

01 junho 2010

Introdução

      Este Blog destina-se a documentar e retratar assuntos relativos ao Patrono da Infantaria Brigadeiro Sampaio: sua vida, trajetória no Exército, homenagens, participações em guerras, entre outros. Na verdade, o Blog é a "apresentação" do Trabalho Interdisciplinar do 1º ano do E. M. do Colégio Militar de Porto Alegre no ano de 2010. É de se constatar que este ano teremos um trabalho bastante desafiador, em face à proposta diferenciada, que sai dos padrões, adaptando a forma de realização aos avanços tecnológicos.

      Através desse blog esperamos conseguir informar, transmitir informações sobre o Brigadeiro Sampaio, de forma a homenagear o bicentenário do nascimento de tão merecedora personalidade. Pretendemos despertar a todos que o lerem, respeito e admiração pelo nosso grande Patrono da Infantaria. Além disso, iremos ainda, aprimorar nosso saber em informática, língua portuguesa, história, e às diversas disciplinas que envolvem esta pesquisa; incluindo o exercício de trabalhar em grupo, muito exigido no atual mercado de trabalho.

Por Manoela Astolfi